Vereadores põem sob suspeição a primeira desapropriação de imóvel para a Copa do Pantanal

Luiz Alves

A desapropriação de uma área de 101 hectares, atual Fazenda Santa Fé, na região Sul de Cuiabá, onde será o futuro Parque de Exposição Agropecuária, considerada a primeira da Copa do Pantanal 2014, foi questionada, na tribuna, durante a sessão matutina desta quinta-feira (05/05), pelos vereadores Carlos Eduardo ‘Tuba’ Haddad (PTB), Thiago Nunes (PSDB), Roosivelt Coelho (PSDB) e Pastor Washington Barbosa (PRB), por causa do preço. “É um caso no mínimo mal explicado e, por conseqüência, suscita dúvidas”, argumenta Tuba Haddad.

O vereador petebista explica que, pelo decredo 206, de 5 de junho de 2011, do governador Silval Barbosa (PMDB), a Fazenda Santa Fé seria desapropriada por R$ 4,1 milhões. “Porém, estranhamente, da noite para o dia, o valor da área caiu para R$ 1 milhão”, afirma ele.

A Secretaria de Infra-Estrutura do Estado admitiu pagar R$ 4,5 milhões pela área, em laudo emitido por técnicos da pasta.

Tuba Haddad apresentou um laudo de avaliação da Caixa Econômica Federal (CEF) em que 15 hectares são foram avaliados por R$ 1,1 milhão. Partindo dessa premissa, segundo o vereador Carlos Haddad, os 101 hectares valeriam no mínimo R$ 8 milhões. “O que teria levado o proprietário do imóvel a aceitar menos de 20% do valor venal do imóvel?”, questiona Tuba Haddad.

O vereador Tiago Nunes (PSDB) revelou-se preocupado com a “indústria da desapropriação” que pode existir em Cuiabá, por conta da Copa do Pantanal de 2014. “A Câmara tem de ficar atenta para que não se torne uma verdadeira indústria da especulação imobiliária”, alerta Tiago.

Para o vereador Roosivelt Coelho (PSDB), o subfaturamento da venda tem cheiro de corrupção. “Primeiro, porque o proprietário não estava disposto a vender a fazenda. E, segundo, o que teria-o convencido, abruptamente, a decidir pela venda e, ainda por cima, por um preço de apenas 20% do valor real? Quem explica isso?”, questiona Coelho.

O vereador Pastor Washington, autor do requerimento com Roosivelt Coelho, que cria a Comissão Especial de Acompanhamento das Obras da Copa do Pantanal, na Câmara Municipal, explica que a essa é uma das tarefas a serem empreendidas pelos parlamentares. Nas próximas semanas, a Comissão Especial da Copa, segundo Pastor Washington, começa a fazer seu trabalho de fiscalização e investigação. “Nós queremos preservar o Erário e impedir que negócios obscuros ocorram em nome da Copa, em prejuízo ao Tesouro do Estado”, resume Pastor Washington.

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