Segurança da Coletividade é pauta de reunião no bairro Duque de Caxias em Cuiabá

Carol Siqueira | Secom Câmara Municipal de Cuiabá
Na reunião solicitada pelos próprios moradores, T. Coronel Paccola falou sobre a&nbspimportância do registro da notícia do crime para efetividade e assertividade da&nbspatuação das forças de segurança.


Os domiciliados do bairro Duque de Caxias em Cuiabá, citaram sua indignação e sentimento de insegurança por meio de apontamentos registrados no aplicativo QAP Paccola, disponibilizado para denúncias e sugestões para a capital, além de disponibilizar todas as votações que ocorrem na Câmara Municipal. No local, eles disseram que não estão recebendo atenção devida por parte do Batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança da região, dado o número expressivo de roubos e assaltos que vem acontecendo nos últimos anos.

“Temos fotos, vídeos e informações dos suspeitos que atuam na região. Não é&nbsppossível que a polícia não faça uma investigação apurada para prender quem&nbspestá envolvido em todos estes crimes. Nós não temos paz em parar nem um&nbspminuto na rua, pois sabemos que estamos correndo o risco de ser assaltados.&nbspCreio não ter nenhuma casa neste bairro que não tenha sido roubada nestes&nbspúltimos anos”, declara o morador Juhan Pablo Bittencourt.

No momento em que identificou que a falta de ronda policial era a principal&nbspqueixa dos moradores, o vereador solicitou para uma unidade de segurança, o&nbspnúmero de registros de roubos e assaltos da área, que para surpresa do&nbspparlamentar, era mínima. “Quando um cidadão liga solicitando a presença da&nbsppolícia porque foi vítima de um roubo ou de um assalto, essa ligação apenas&nbspregistra a solicitação de atendimento. Já o Boletim de Ocorrência (B.O.) que é&nbspfeito nestes casos, na delegacia, é um ato administrativo lavrado por um&nbspservidor com foco no detalhamento das circunstâncias com previsão legal para&nbspprocedimentos de investigação, subsidiando a prevenção dos crimes e&nbspelaborando um mapa do crime através das estatísticas apresentadas da&nbspregião”, esclarece Paccola.

O Boletim de Ocorrência é um documento oficial utilizado pelos órgãos das&nbspPolícias Civil, Federal e Militar, além dos Bombeiros e da Guarda Municipal, para&nbspregistro da notícia do crime e mapa do crime, sendo necessário e importante&nbspcomo fonte quantitativa e qualitativa dos delitos ocorridos, identificando e&nbspnorteando a polícia militar e demais órgãos para as ações de policiamento&nbspostensivo em determinada área. O bairro Duque de Caxias ganhou notoriedade&nbspno último mês quando a esposa do prefeito da capital teve um veículo oficial da&nbspprefeitura tomado por meio de assalto, mas para os moradores o fato não&nbspmudou a realidade da região, que continuamente sofre com furtos nas&nbspresidências, furtos de bens no interior dos veículos, prejuízos materiais dos&nbspvidros quebrados e os próprios automóveis que são levados pelos assaltantes.

Educação política

O vereador T. Coronel Paccola faz questão de levantar sua bandeira de&nbspeducação política, uma vez que a carência de informações claras e objetivas&nbsptem tornado ações simples, complexas, dificultando a compreensão social e&nbspgerando resultados negativos para o bem comum.

Ações efetivas

Quem teve seu imóvel invadido ou seu bem subtraído, deve comparecer a uma&nbspdelegacia para registrar a notícia crime, alimentando o sistema artificial de&nbspestatística que demonstra quais os principais contratempos e queixas de cada&nbspárea, para que as autoridades possam ser cobradas de fato e planejar as&nbspações. Outra possibilidade existente é a utilização das câmeras dos&nbspestabelecimentos comerciais e residenciais que podem ser disponibilizadas&nbsppara o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) em uma&nbspcomunicação direta e em tempo real para facilitar o atendimento das&nbspocorrências e ampliar a vigilância privada na luta contra os crimes e&nbspoportunidades de flagrante.

Uma outra viabilidade é encaminhar o requerimento para a Secretaria de Ordem&nbspPública (SORP), diante de inúmeros registros de ocorrências, solicitando que&nbspseja feito policiamento ostensivo na região ou a criação de uma Base&nbspComunitária de Segurança. A terceira alternativa é agendar um contato direto&nbspcom o Oficial responsável pelas ações de segurança na região, para que ouça&nbspas queixas dos moradores e planeje uma operação que prenda os marginais.
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