No período de 1ºa 9 de setembro cerca de 34 mil estudantes estarão participando do plebiscito popular sobre temas que contribuam para um processo de reflexão, discussão e construção de um novo projeto para o Brasil. A Assembléia Popular e o Movimento Grito dos Excluídos quer saber o que pensam os 34 mil estudantes de Mato Grosso sobre o futuro da Companhia Vale do rio Doce, patrimônio nacional que está nas mãos do capital privado. Na tribuna o coordenador do movimento no estado, Inácio José Werner recebeu o apoio do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Lutero Ponce e de outros parlamentares que se interessaram pela causa. “Com esta pergunta queremos abrir um espaço para que a população brasileira possa manifestar-se acerca da entrega desse patrimônio da nação brasileira ao capital privado. O próprio presidente Lula, no segundo turno das eleições passadas, disse que foi um erro a privatização da Vale. Então vamos cobrar que ele encaminhe as medidas necessárias para a anulação deste leilão”, afirmou. Apesar das inúmeras ações e processos questionando a venda da Vale e das muitas mobilizações sociais por todo o país, em 1997, o então presidente Fernando Henrique Cardoso realizou o leilão de privatização. A Vale, com um patrimônio estimado em 92 bilhões de reais, foi entregue ao capital estrangeiro por apenas 3,3 bilhões de reais. A privatização da Vale ainda esta sob julgamento. Existe um total de 107 ações populares, mandatos de segurança. Ações civis públicas questionando o leilão da Vale. Segundo Inácio Werner a campanha pela nulidade do leilão da Vale está a todo vapor e envolve movimentos sociais, populares, sindicais, estudantis, pastorais sociais e outros setores da sociedade. “As perguntas para o plebiscito popular que acontecerá na Semana da Pátria quer discutir com a população o tipo de Brasil que queremos construir, é um momento de reflexão”, afirmou.