Falta de remédios faz vereador Dilemário requerer notas fiscais para fiscalizar gastos

Assessoria de Comunicação do vereador Dilemário Alencar (PROS)
Vereador Dilemário Alencar
O vereador Dilemário Alencar (PROS) apresentou requerimento nesta terça-feira (13) para que o titular da Secretaria de Saúde de Cuiabá apresente notas fiscais de todas as compras de remédios e insumos realizadas pela pasta no ano de 2017 e nos meses de janeiro e fevereiro de 2018.

Os dados requeridos são para fiscalizar a forma como a gestão da saúde tem feito para adquirir medicamentos. Dilemário explicou que a secretária Elizeth Araújo esteve na Câmara Municipal na semana passada, mas não apresentou um cronograma para resolver a falta de medicamentos nas unidades de saúde. E que a mesma disse que não tem controle do estoque de remédios e insumos.

“Eu visitei ontem (segunda-feira) três unidades de saúde e continua faltando remédios e insumos básicos, como uma simples dipirona, esparadrapo, álcool, seringas e luvas para os servidores atenderem a população. A crise da falta de medicamentos existe devido a uma gestão ineficiente, pois, a saúde de Cuiabá conta com um orçamento de mais de R$ 750 milhões”, apontou o vereador Dilemário no requerimento.

Usando a tribuna da Câmara, o parlamentar citou que noticias veiculadas&nbsp nesta terça-feira (13)&nbsp em sites dão conta da demissão da atual secretária municipal de Saúde por causa da crise da falta de medicamentos.&nbsp “Na última sessão, apontei que a demissão era necessária, como forma do prefeito organizar a gestão da saúde, para que os recursos sejam melhor aplicados. Estava evidente&nbsp que a secretária não tinha mais condições de continuar à frente desta importante pasta”, completou.

Dilemário justificou também que outro motivo de requerer cópias das notas fiscais é porque ele recebeu denúncias de que no ano passado a Secretaria de Saúde comprou diversos medicamentos acima da tabela de preços da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). As compras teriam ocorrido de forma emergencial com valores de até 600% acima da tabela CMED e dos preços do pregão que estava vigente.

“Foi necessária a apresentação do requerimento para fiscalizar como estão sendo gastos os recursos da saúde. É preciso dar um basta em tantas notícias de falta de remédios em unidades de saúde importantes como o Pronto-Socorro, Policlínas e as UPAs da Morada do Ouro e do Pascoal Ramos”, pontou o vereador Dilemario.

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