Câmara reúne secretário de Habitação e moradores do Humaitá em busca de solução para ação de despejo

Câmara Municipal de Cuiabá

A pedido da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Air Praeiro, reuniu-se com um grupo de moradores do bairro Jardim Humaitá. A reunião aconteceu no gabinete da presidência do Parlamento Municipal.

Os moradores procuraram a Câmara de Cuiabá, nesta quinta-feira (22), em busca de ajuda para resolver o impasse envolvendo uma decisão liminar judicial que determinou a desocupação da área até o próximo dia 10 de outubro.

A fim de expor o problema a todos os vereadores, os moradores usaram a tribuna livre durante a sessão plenária desta quinta, a convite do vereador Wilson Kero Kero (PSL). Após isso, um grupo de parlamentares atendeu a comunidade durante uma reunião na presidência.

O presidente da Câmara, Misael Galvão (PSB), ressaltou que prontamente atendeu aos moradores na parte da manhã e articulou a reunião com o secretário à tarde. “Esta é a nossa missão. Temos que ouvir o clamor da população mais necessitada e buscar resolver os conflitos do meio social”.

Para os moradores, a medida injusta visto que o bairro não é fruto ocupação ilegal, mas sim de uma ação do Governo do Estado. Eles são oriundos do bairro Bela Marina [O Belinha], que ficava nas proximidades do bairro Praeirinho. Em 2011, 200 famílias foram obrigadas a deixar o local, sob o argumento de que ocupavam área de preservação ambiental.

A transferência para o atual bairro Jardim Humaitá se deu pela iniciativa, à época, do então governador Silval Barbosa. Na época o governador prometeu regularizar os terrenos onde hoje está o bairro Humaitá em favor dos moradores do “Belinha”, fato que não foi possível até agora, gerando esse impasse.&nbsp

Os moradores relatam que tão logo começaram os trabalhos de abertura das ruas, o terreno que havia sido identificado como devoluto [sem dono], passou a ser reclamado por empresários da construção civil.

“Aquela área era desvalorizada, ninguém queria. Agora está urbanizada, com várias obras projetadas, por isso cresceram o olho”, disparou Kero-kero, advertindo para o real interesse dos reclamantes.

Durante a reunião com Air Praeiro foram colocadas duas alternativas para solucionar o imbróglio: a desapropriação por interesse social ou uma negociação para que a população arque com a compra.

As opções foram levantadas pelo vereador Toninho de Souza (PSD), após ouvir atentamente todo o relato dos moradores da região afetada.

A proposta de desapropriação ganhou força principalmente pela constatação de que as famílias envolvidas possuem baixo rendimento financeiro e a maioria encontraria grande dificuldade em suportar o custo dos terrenos.

Uma das líderes dos moradores, Camila Amaral, trouxe a informação de que cada lote já foi avaliado por R$ 9.200 mil, em média, conforme avaliação feita por técnicos da Prefeitura, levando em conta apenas o valor da terra.

O secretário Praeiro explicou que o processo de desapropriação por interesse social, além da viabilidade econômica, tem a vantagem de suspender o processo que resultou na liminar, medida proposta a partir de uma ação de despejo movida por empresários que alegam ter a propriedade da área que alcança por volta de nove hectares.

O secretário acrescentou que o processo de desapropriação nem precisa ser votado em Plenário, pois é realizado via decreto do Executivo Municipal.

Para finalizar a reunião, os vereadores, porém, advertiram que não vão compactuar com espertezas, como as que são noticiadas em que pessoas recebem casas ou terrenos para garantir a moradia, mas passam a negociar o bem, partindo para novas reivindicações.

Nesse sentido, o vereador Kero-kero, disse que fica do lado daqueles que agem dentro da lei e disse ainda que confia naquelas pessoas do “Belinha”, pois as conhece há algum tempo.

A partir disso, Toninho de Souza, asseverou que a solução em vista não abrirá mão do levantamento social, procedimento que visa identificar quem realmente precisa do benefício.

Zidiel Coutinho (PV), que é advogado, colocou seu conhecimento à disposição dos moradores até porque já trabalhou em casos semelhantes. Kero-kero encerrou revelando a expectativa de que o município não seja omisso como foi o Estado.
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