Artigo Professor Mário Nadaf | Terra Brasilis, Terra De Rondon – de Mimoso para o mundo

05 de maio de 1865, há exatos 154 anos, nascia no povoado de Mimoso, Distrito de Santo Antônio de Leverger, o menino Cândido Mariano da Silva Rondon, mais tarde, Marechal Rondon, posto esse lhe conferido pelo Congresso Nacional, três anos antes da sua morte, ocorrida em 19/01/1958. Forma-se engenheiro militar e bacharel em ciências físicas, naturais e matemáticas no Rio de Janeiro em 1890. Quatro anos depois entra para a comissão construtora de linhas telegráficas entre Goiás e Mato Grosso. Apenas um breve relato sobre este militar, indigenista, sertanista, geógrafo, cartógrafo, botânico, etnólogo, antropólogo e ecologista (Ufa!) mato-grossense, líder de expedições desbravadoras no Oeste do Brasil e fundador do Serviço de Proteção ao Índio.

&nbsp &nbsp O que falar desse grande desbravador que cortou milhares de quilômetros por entre florestas inexploradas e sertões, pelos mais longínquos e afastados pontos do Brasil, se privando do convívio da família e amigos, estendendo linhas telegráficas pela vastidão do então, inóspito, interior brasileiro. Durante sua vida, abriu caminhos e elaborou as primeiras cartas geográficas, integrando os estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e, mais tarde, com a região amazônica, esta por ordem do Presidente da República Afonso Pena, cuja ação foi importante dada à necessidade do governo controlar o comércio internacional que atravessava o território brasileiro, deixando um legado imensurável para as futuras gerações.

&nbsp &nbspNos estados por onde passou, as áreas exploradas por Marechal Rondon eram habitadas predominantemente por índios das mais variadas etnias, como os Nambiquaras e Parecis, quando estudou o comportamento e colheu as suas falas, algumas delas ainda hostis. A política do sertanista de não revidar, nem usar violência, culminou na famosa frase “morrer se preciso , for matar nunca”.

&nbsp &nbspPor ter sangue indígena, marechal Rondon acreditava que os índios não eram hostis e poderiam integrar-se à sociedade. Estavam na verdade, sendo dizimados há séculos por colonizadores que invadiam suas aldeias e os expulsavam de suas próprias terras.

&nbsp &nbsp &nbspNas expedições que comandou mostrava a busca pela paz e amizade, alcançada com a troca de presentes, como machados, caldeirões e facões. Ao longo das andanças pelo Brasil, alguns de seus subordinados perderam a vida ou foram feridos, mas nenhum deles recuou do lema de Rondon.

&nbsp &nbsp Seu pacifismo sempre falava mais alto, o que o fez demonstrar superioridade de seus homens sem ter que derramar sangue, sendo reconhecido como herói pela sociedade brasileira, pela sociedade internacional e pelo próprio Congresso brasileiro, principalmente quando foi promovido a Marechal em 1955, pelas suas atividades profissionais dentro do Exército e, mais importante ainda, realizadas dentro do território nacional sendo o único marechal promovido por atuar no espaço da paz e do serviço a pátria.

&nbsp &nbspDo seu árduo trabalho de instalação das redes telegráficas resultou a abertura de inúmeras estradas, como a BR 364, que ficou conhecida como “Estrada de Rondon”.

&nbsp Pelo seu legado e vastos serviços prestados para o desenvolvimento do país, não por acaso, esse abnegado brasileiro se tornou o único personagem da história do Brasil a ser homenageado com o nome de um Estado da Federação, Rondônia, antigo Território Federal do Guaporé.

&nbspRondon foi o homem certo, no local certo. O modernizador na transição entre o Império e a República, segundo o professor de história da Universidade Federal de Rondônia, Edinaldo Bezerra de Freitas.

&nbsp &nbspO reconhecimento dos feitos de Rondon ultrapassou as fronteiras do Brasil e teve a glória de ter o seu nome escrito no Livro da Sociedade de Geografia de Nova Iorque, como o explorador que penetrou mais profundamente em terras tropicais. Daí, saiu de Mimoso, para o mundo.

&nbspPortanto, a mais autêntica homenagem que se pode prestar aos grandes vultos da Pátria é manter sempre viva a lembrança dos seus feitos, interpretar os acontecimentos de que participaram e recolher os dignos exemplos que nos legaram.

&nbsp &nbsp &nbspAs magistrais lições que emanam de suas incomuns existências constituem a imortal seiva que robustece crenças, revigora forças para a travessia do presente e inspira a busca do futuro.

&nbsp A tenacidade, a dedicação, a abnegação e o altruísmo, atributos marcantes de sua personalidade, o fazem merecedor, com indiscutível justiça, de todas as homenagens que, por ventura, prestarem a ele e, mesmo que sejam incontáveis, ainda assim serão muito poucas.

&nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbspSalve Marechal Rondon!&nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp &nbsp

&nbsp
Mário Nadaf: é Advogado, Professor , Historiador e líder do PV na Câmara Municipal de Cuiabá

Compartilhar
Imprimir  Imprimir

Sobre

Secretaria de Comunicação
Telefone: (65) 3617-1587

Postagens destacadas

Contato

O horário de atendimento ao público é de segunda a sexta-feira das 7:00hs às 18:00hs.

Rodape