Após reclamações de idosos, Câmara cria Fórum Permanente

Luiz Alves
Diante das reclamações e reivindicações dos idosos, durante audiência pública nesta segunda (26), a Câmara Municipal de Cuiabá decidiu criar um Fórum Permanente em defesa dos direitos da pessoa idosa para estudar políticas sociais de resultado com o intuito de dar uma velhice digna aos mais de 30 mil idosos que vivem no município. Serão convidados a participar da discussão as secretarias municipais de Esporte e Lazer, de Assistência Social, e de Educação, além do Ministério Público Estadual e Procuradoria-Geral de Cuiabá. A sugestão foi dada pela secretária municipal de Assistência Social, Celcita Pinheiro, e pelo presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Luiz Roberto da Costa. “Assim como na Assembleia, a Câmara pode montar essa comissão e, com isso, aumentar o valor do orçamento da área social do município, pois o recurso é pouco e há muito trabalho a ser feito”, disse Celcita. Na audiência, proposta de maneira conjunta pelos vereadores Néviton Fagundes (PRTB) e Pastor Washington Barbosa (PRB), a maioria das reclamações feitas pelos participantes foi em relação à falta de respeito dos passageiros e motoristas do transporte coletivo para com as pessoas idosas, que, muitas vezes, ficam de pé durante todo o trajeto e em algumas ocasiões não chegam a embarcar, pois os motoristas saem com o veículo antes que eles embarquem. Diante disso, Pastor Washington assegurou que os empresários detentores da concessão do transporte coletivo serão convidados a participar do próximo fórum, junto com os demais representantes do poder público. Quanto à saúde foi proposto parceria com as faculdades de medicina a fim de agilizar os exames laboratoriais, os quais diagnosticam se o idoso poderá praticar atividade física ou não. “Um dos maiores problemas do idoso é a solidão, que gera a depressão. Para poder praticar exercícios físicos, como hidroginástica, é preciso exames médicos. Mas, a demora é muito grande”, lamentou um dos participantes, que está há mais de nove meses aguardando resultado de um exame. Além disso, há aqueles que consideram a educação a melhor saída para uma velhice saudável, como o caso da professora Anita Caporossi. Ela criticou a extinção da política de inserção do idoso nas escolas.
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