Agência vai representar avanço de décadas no saneamento de Cuiabá, afirmam Néviton e Totó

Luiz Alves
A aprovação do projeto de lei que institui novo modelo de gestão do saneamento básico da Capital, aprovado pela Câmara de Cuiabá, por maioria, na sessão ordinária da manhã desta quinta-feira (01/09), deve representar um avanço de décadas e o fim do suplício verificado diariamente nos bairros que clamam por água. A avaliação partiu do vereador Professor Néviton Moraes (PRTB), segundo secretário da Câmara de Cuiabá, ao apontar que a Agência Municipal de Regulação dos Serviços de Água e Esgotamento Sanitário de Cuiabá (AMAES) terá condições de viabilizar os investimentos assegurem a universalização do abastecimento.

Professor Néviton Moraes explicou que o voto da bancada do PRTB, composta por ele e o vereador Totó César, foi justamente por terem assumido a responsabilidade de contribuir para resolver um problema secular da Capital. Ele recorda que, na época em que foi acadêmico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), numa pesquisa, seu grupo descobriu uma publicação de fins de 1939 do extinto jornal ‘O Estado de Mato Grosso’, em reportagem de Archimedes Pereira Lima, quando já se denunciava o problema da falta d’água na cidade.

“Então, o problema não é o excesso de população, mas, sim, a falta de investimentos. Porque há mais de 70 anos, quando saiu a reportagem, por certo, Cuiabá tinha menos de 10% da população atual e o problema da falta do precioso líquido já atormentava os seus moradores”, argumenta Néviton Moraes.

Oriundo de bairro da periferia, o vereador Totó César, líder do PRTB na Câmara, afirma que, desde a infância, convive com a falta de água no Planalto, região Leste de Cuiabá. “Creio que demos um passo importante para universalizar a água, na Capital, evitando ‘passar vergonha’ mundial, durante a Copa do Pantanal, em 2014, quando 100% da cidade estará sendo atendida e tempo integral”, avalia ele.
Totó César afirma que os contrários ao novo modelo de concessão do saneamento são aqueles que moram em apartamentos que têm poços artesianos e quase não usam a água comercializada pelo poder público. “Só é contra quem não deseja a solução do problema, talvez até mesmo fomentando a indústria do carro-pipa”, resume Totó César.
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