O modelo de reescalonamento da divida fundada da Prefeitura de Cuiabá com o Instituto Municipal de Previdência (Cuiabá Prev) será definido pelos vereadores, em diálogo direto com o Poder Executivo. O compromisso foi firmado nesta quinta-feira (02/05), no gabinete da Presidência do Palácio Paschoal Moreira Cabral, durante reunião de trabalho dos vereadores com o presidente do Cuiabá Prev, Ronaldo Taveira, e o secretário municipal de Governo, Lamartine Godoy.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Júlio Pinheiro (PTB), assegura que o zelo dos parlamentares, no aprofundamento da discussão, é para que os previdenciários não sofram prejuízo. “Os servidores do município não podem ser prejudicados e, por isso, a Câmara crê ser necessário um levantamento completo”, explica o presidente da Casa.
A Câmara Municipal está discutindo projeto de lei, enviado pelo prefeito Francisco Galindo Filho (PTB), em que o débito terá prazos alongados e será reformatado, por determinação do Ministério da Previdência Social.
De acordo com o vereador Everton Pop (PP), líder do Executivo na Câmara, é necessário que haja uma ampla discussão, além de um debate com classe. “Faremos uma ampla discussão para o problema seja corrigido,” argumenta.
Segundo ele, será realizada uma reunião na Prefeitura Municipal, na próxima segunda-feira (06/06) às 9h00 com os membros da Cuiabá Prev, vereadores, sindicatos e a classe.
Para Antônio Fernandes (PSDB), a Mesa Diretora vai ouvir o Executivo. “Vamos ouvir o Executivo, primeiramente, em seguida, fazer as sugestões necessárias para resolver todas as pendências,” observou o tucano.
O vereador Doutor Lúdio Cabral (PT) disse que o importante é assegurar que os contribuintes não sofram prejuízos e tenham a garantia de que irão receber o que têm direito. “Cuiabá é uma das poucas capitais que tem condições de equilibrar sua Previdência e não podemos jogar isso pelo ralo”, emenda Lúdio Cabral.
Ronaldo Taveira recordou que, ao assumir a instituição, o Cuiabá Prev não possuía sequer um centavo em caixa. Hoje, dispõe de mais de R$ 20 milhões. O órgão tem vinculados 7.804 servidores ativos e 1.491 inativos, além de 492 pensionistas.