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A discussão sobre o tema aconteceu na sessão desta terça (26)
Por indicação do vereador Chico 2000, o tema foi debatido por uma psiquiatra, técnica de saúde mental e coordenadora do CAPS
com informações da prefeitura
Na primeira Tribuna Livre da sessão ordinária desta terça-feira (26), na Câmara Municipal de Cuiabá, foi discutido sobre a importância do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Adolescer. Por indicação do vereador Chico 2000 (PL), o tema foi apresentado por uma psiquiatra, técnica de saúde mental e coordenadora do CAPS.
"Atendemos todos os tipos de patologias mentais, sejam elas de cunho psicótico, transtorno de humor, autistas, problemas com álcool e drogas. Nossa unidade é aberta para abranger toda essa população. As crianças são a base da nossa sociedade, então se a gente não intervir hoje de forma mais saudável possível, a gente vai ter uma sociedade doente no futuro", disse a psiquiatra.  
O vereador Chico 2000 (PL) comentou sobre a necessidade da população se atentar a esses cuidados com o próximo.
"É um tema extremamente importante e que muitas pessoas não têm conhecimento. Elas só têm conhecimento quando essa pessoa, por falta de tratamento, começa a trazer problemas para sociedade. Aí é o momento que elas se deparam que este fato é real, que este fato existe. Essa unidade realizou no mês de setembro 1.440 atendimento", finalizou o parlamentar.
O CAPS é um serviço público que oferece tratamento continuado para crianças, adolescentes e respectivos familiares com problemas relacionados ao uso de álcool e drogas.
"Nossa equipe está basicamente completa, faltando poucos técnicos. Mas a parte estrutural está bem danificada", relata a gerente.
A psiquiatra Mariana Carvalho de Moura, que presta atendimento aos pacientes no centro, explicou como as consultas são realizadas e a prevenção no atendimento de crianças agora para evitar agravamento da doença no futuro.
A coordenadora técnica de Saúde Mental da unidade, Roseli Batista Costa, contou sobre a discussão feita na tribuna sobre o tema e os atendimentos realizados que, segundo ela, têm tido crescente devido à pandemia.
A gerente do CAPS Adolescer, Rosileide Capilé, falou sobre as condições estruturais da unidade que precisam ser melhoradas e a necessidade de reformas para um melhor atendimento.
"Essa discussão é muito importante aqui em Cuiabá. Anteriormente a gente fazia um tratamento de álcool e de outras drogas. Hoje nós temos mais dois segmentos que são o mental e o autismo. Antes da pandemia tínhamos um atendimento de dois a quatro requerentes a essas necessidades, hoje temos  dez acolhimentos por dia", explica a coordenadora.
"Após a pandemia nós acreditamos que esse número vai subir duas vezes mais. Então, desta forma, trazemos a esta Casa a necessidade desta comunidade que é essencial para o tratamento de crianças e adolescentes, prevê a técnica.