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Tratamento de pacientes oncológicos e combate à discriminação racial foram temas debatidos na Tribuna Livres desta quinta-feira (15.04).
A vereadora Maysa Leão (Cidadania) convidou a representante da Associação de Apoio a Pacientes Oncológicos de Cuiabá (Appoc), Danúbia Rondon. Ela pediu aos vereadores apoio para que o município implemente medidas capazes de acelerar o tratamento desses pacientes. Danubia calcula que o paciente do SUS leve cerca de 90 a 120 dias para dar início ao tratamento, enquanto na rede privada esse prazo cai para 30 dias.
Ela comentou que a população carente encontra-se na situação de ter que escolher entre comprar morfina, remédio que alivia dor, ou comprar arroz e feijão. A palestrante alertou ainda que “o câncer não espera e é uma doença que atinge toda a família”.
A vereadora Maysa sugeriu que a prefeitura crie um canal para acelerar os procedimentos do tratamento. Para ela, “a Câmara tem e deve olhar para esse segmento da população”.
Outro palestrante que usou da palavra na tribuna desta sessão foi o advogado Luciano Carvalho do Nascimento, convidado pelo presidente da Casa, o vereador Juca do Guaraná Filho (MDB). Ele discorreu sobre a importância de divulgar e debater o dia 21 de março, data instituída pela ONU como o Dia do Combate à Discriminação Racial.
Segundo Nascimento, a data foi criada para “relembrar” e não comemorar, o dia em que na cidade de Johanesburgo, na África do Sul, uma passeata pacífica foi interrompida de forma truculenta pela Guarda Nacional do governo. O protesto era contra uma lei aprovada pelo congresso que impunha limites à circulação de pessoas não brancas pelas cidades do país.
Ainda de acordo com o advogado esse acontecimento marcou uma onda de revolta pelo mundo e desde então muitos países passaram a tomar providências para combater a discriminação racial. Ele cita que no Brasil só em 20 de julho de 2010 nasceu o Estatuto da Igualdade Racial, através da lei federal nº 12.288.