A presidente do Conselho Regional de Psicologia, 18ª Região, Maria Aparecida de Amorim Fernandes, 27 anos de militância profissional, afirmou hoje (26-08), durante sessão solene em homenagem ao Dia do Psicólogo, requerimento de autoria do vereador Leonardo Oliveira, PTB, que sua profissão registra muitas lutas. Porém, a despeito dos vários baques registrados pela categoria no intuito de ser reconhecida, Maria Aparecida diz ter valido a pena. São 2.188 psicólogos em Mato Grosso e cerca de 1.600 em Cuiabá, enumera. "Muitos formados aqui mesmo, nas universidades locais. Outros, vieram de fora, via concurso público facultado pelas municipalidades".
Segundo ela, a inserção do psicólogo nas políticas públicas é uma das conquistas expressivas da categoria, considerada elitizada até há pouco tempo. "Mas, a partir de 88, da Constituição, com os ganhos obtidos pela sociedade em segmentos diversos - principalmente em relação ao SUS - Sistema Único de Saúde -, logramos ser inseridos nas políticas públicas e, dessa forma, poder avançar para garantir nossos direitos constitucionais".
Fernandes salientou que os psicólogos têm atuação distinta e de equilíbrio social em setores estratégicos da sociedade. "Nosso trabalho não é isolado, tem ramificações complexas, a exemplo da Saúde, Educação, Judiciário, Trânsito, etc. O psicólogo é hoje um profissional requisitado em qualquer ambiente, seja familiar ou profissional".
Ela disse se sentir “honrada também” com a exposição aberta no saguão do Legislativo Municipal sobre a trajetória de décadas do psicólogo. "É outra homenagem que nos emociona bastante. Agradeço ao vereador Leonardo Oliveira e a todos os que compõem esta Casa de Lei por esse gesto tão sublime".
Para o psicólogo Paulo Roberto Bernadini, a profissão, apesar de desgastante em alguns aspectos, em face da jornada extrema que muitos se submetem diariamente, é compensadora. Bernadini atua há 21 anos no Pronto Socorro de Cuiabá. Passou pelas áreas de UTI Pediátrica e neonatal. Atualmente, atua como assistente na UTI para adultos, apoiando pacientes que saem do coma e/ou sofrem amputações em decorrência de politraumas (acidentes diversos, diabetes, etc.).
"Pacientes assim necessitam muito de apoio psicológico. É quase um limite entre o desespero e a sensação de conforto à nova realidade que enfrentam".
Secom/Cuiabá