“Sou radicalmente contra a colocação de radares em Cuiabá”. Esta foi a posição do vereador Adevair Cabral (PDT), que trouxe hoje (10),para a sessão ordinária da Câmara, a temática sobre a colocação de radares eletrônicos como forma de controlar a velocidade no trânsito da capital. O tema acabou sendo mencionado quando Adevair elogiou a postura da prefeitura contrária a instalação dos radares.
Adevair defende a colocação de lombadas nas avenidas, como forma de melhorar o trânsito cuiabano. Para ele, os condutores que trafegarem em alta velocidade vão acabar tendo grandes prejuízos com as lombadas, o que afetará sua forma de dirigir. O parlamentar acredita que os radares eletrônicos contribuem apenas com a “indústria das multas”, lesando o bolso do contribuinte, sem garantir o efeito educativo que efetivamente melhoraria o trânsito.
Com posicionamento diferente, o vereador Misael Galvão (PR), que declarou “Cuiabá precisa dos radares”, defendeu a instalação da fiscalização eletrônica. Já o vereador Paulo Borges Júnior (PSDB), apresentou vários dados para justificar seu posicionamento contrário ao de Adevair.
Segundo Borges, a partir de dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, só no ano passado, foram totalizadas 304 vítimas fatais no trânsito de Cuiabá e Várzea Grande. Sendo as avenidas Fernando Correa, Miguel Sutil e Rubens de Mendonça com os maiores focos de acidentes em Cuiabá.
“Não podemos mais conceber vítimas de condutores negligentes e irresponsáveis e, somos a favor de implantar os radares dentro dos parâmetros estabelecidos”, defendeu Borges.
O parlamentar lembrou ainda que, além dos acidentes fatais, o Estado acaba sendo onerado pelos gastos subseqüentes ao acidentes, como os tratamentos de saúde para as vítimas e o pagamento de seguros, como DPVAT - Seguro Obrigatório de Danos Pessoas Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, criado em 1974 para amparar as vítimas de acidentes em todo país.