A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como meio de transporte público para Cuiabá foi debatida na Câmara Municipal de Cuiabá, durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 9/8. Convidado pelo vereador Antônio Fernandes (PSDB) para a Tribuna Livre, o representante do Fundo de Investimentos do VLT, Rowles Magalhães Silva, expôs aos parlamentares os principais pontos da viabilidade do projeto para a capital mato-grossense.
Rowles Magalhães afirmou que o VLT tem sido o modelo de transporte mais implantando em todo o mundo, pois é moderno e causa baixo ou quase nenhum impacto ao meio ambiente. “O VLT gera energia limpa ao não poluir o meio ambiente e, ainda, gera a venda de crédito de carbono”. Ele ainda disse que “hoje quem não tem o VLT, está mudando para o novo modelo, então Cuiabá, que tem um crescimento anual de 8 a 10%; não pode retroceder e manter o sistema antigo que inclui ônibus”.
Durante a Tribuna Livre foi aberto um espaço para que os vereadores pudessem questionar o representante do VLT sobre os principais pontos do projeto. Nesse sentido, o vereador Edivá Alves (PSDB) quis saber qual é o verdadeiro traçado do Veículo Leve sobre Trilhos que levaria a menor desapropriação e qual o estudo de viabilidade econômica, levando-se em conta o passe livre e o bilhete único.
Já os vereadores Chico 2000 (PR), Pastor Washington Barbosa (PRB), e Misael Galvão (PR) questionaram sobre qual seria valor previsto para o investimento do projeto, o valor da tarifa de transporte, o custo benefício para a população, tempo para implantação e, por fim, como ficaria o vale transporte dos estudantes.
Em relação a esses assuntos, o representante do Fundo de Investimentos do VLT, Rowles Magalhães, foi enfático ao informar que “o investimento previsto não ultrapassa o valor de R$ 1,1 bilhão, o traçado é exatamente o mesmo projeto para o BRT (Bus Rapid Transit) e as tarifas de transportes, daqui a dois anos, também serão iguais as que seriam praticadas pelos ônibus, assim como se mantêm as gratuidades dos estudantes”.
Ele ainda explicou que o custo benefício é enorme, “visto que em cidades onde o metro ou VLT são implantados, há uma valorização de 30% no imóvel”. Em relação ao prazo para entrega da obra, o representante do Fundo assegurou que “começando em janeiro de 2012, a entrega será em janeiro de 2014”.
No caso do traçado, apesar de usar o mesmo percurso definido para o BRT, Rowles Magalhães explicou que no VLT as desapropriações serão menores, porque o trem utiliza um pequeno espaço para locomoção. Pelo estudo realizado, de acordo com o representante do Fundo, somente três imóveis teriam que ser desapropriados. “Assim mesmo, podemos rever o estudo”.
O vereador Marcus Fabrício (PP) defende a realização de uma audiência pública para discutir e avaliar melhor a viabilidade do VLT ou do BRT. Na opinião dele, a Câmara precisa conhecer todos os detalhes dos dois projetos, pois “o pedido de concessão vai passar pela aprovação de nós vereadores”.
Para o vereador Edivá, uma das preocupações é conhecer o estudo de viabilidade econômica do modelo VLT antes de aprovar a concessão. Isso porque, Cuiabá possui implantado o bilhete único que permite a integração dos ônibus da Capital com Várzea Grande. “O VLT vai permitir isso? E a que custo?”, pergunta.
O vereador Professor Néviton Moraes (PRTB), Segundo Secretário da Câmara de Cuiabá, agradeceu ao técnico por envolver o Poder Legislativo da Capital nas discussões. Néviton Moraes classificou como “de extrema importância” o esclarecimento prestado para os parlamentares municipais.