Estarão reunidos representantes de entidades do movimento negro locais e nacionais, além dos vereadores convidados e representantes do poder público, para discutir políticas voltadas à comunidade negra (preta e parda), que representa 60% da população do Estado.
O evento acontece na modalidade online, com transmissão pela página e redes sociais da Câmara e da vereadora Edna Sampaio (PT), que foi a autora do requerimento para a realização do debate.
Durante a audiência, será lançada a proposta de um estatuto da igualdade racial, documento que permanecerá disponível on line para consulta pública e receber contribuições da população.
Uma das presenças principais será a da coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado, Ieda Leal (GO), ativista do movimento negro, do movimento sindical e coordenadora do Centro de Referência Negra “Nosso mandato tem uma bandeira de combate ao racismo muito clara e objetiva, pautando mesmo que nosso enfrentamento como vereadora seria na luta pelos direitos da população negra, das mulheres negras. O enfrentamento ao racismo estrutural é algo que permeia todas as nossas ações”, disse a vereadora.
Temas
Um dos temas tratados será o racismo religioso. “Pretendo expor sobre os desafios e perspectivas do combate à intolerância religiosa, com enfoque no racismo religioso. E fazer uma apresentação de ações que podem ser realizadas no âmbito das políticas públicas nessa área”, disse Vinícius Brasilino, do Centro Cultural Ébano Brasil, representante da religião de matriz africana e membro da UNEGRO Pantanal.
Também será discutido o tema “Juventudes Negras e Políticas Públicas”, com a presença da professora Zizele Ferreira, integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE) e presidente do Conselho de Políticas de Ação Afirmativa da UFMT.
"O Brasil, em busca de uma identidade nacional, colocou em prática ideologias raciais que acabaram tramando em todos os campos, uma identidade na qual o negro não esteve representado enquanto agente da/na história. Esses processos históricos e políticos estruturaram as sociedades modernas. A produção de racialização dos corpos estabeleceu uma hierarquia de vida e de morte de um grupo em detrimento de outros”, disse ela.
Outro convidado da mesa é o cantor, poeta e compositor Carlos Augusto (Guto), co-fundador do grupo de rap e poesia marginal "RapenseMT".