Trabalhadores de Machaguaçú buscam apoio contra liminar e têm garantia de terra

Luiz Alves
Preocupados com uma liminar de reintegração de posse e com os rumores de que teriam que deixar o assentamento de Machaguaçú, localizado a 24 km da Capital, no distrito de Nossa Senhora da Guia, representantes da Associação de Pequenos Produtores Rurais da região se reuniram nesta quarta (3) com o presidente da Câmara de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), em busca de intervenção para solucionar o impasse. Ficou definido, no entanto,  conforme garantiu o Comitê Estadual de Acompanhamento de Conflitos Agrários ao presidente, que nenhuma atitude será tomada por parte do poder público até que o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) conclua um levantamento topográfico. Segundo Deucimar, a certidão de posse deve ser liberada aos assentados, já que tratam-se de terras devolutas. Mais de 70 famílias ocupam há 50 dias a área em conflito com cerca de 1.300 hectares. Em sinal de protesto, na semana passada os trabalhadores rurais fecharam a MT-010. Porém, na reunião foi esclarecido o equívoco de que a liminar diz respeito apenas à região do assentamento Siriema. O protesto durou cerca de duas horas e causou um congestionamento de 2 quilômetros. Caso seja necessário, Deucimar afirmou que vai procurar o secretário-chefe da Casa Civil, Major Eumar Novacki. Pollyana Araújo
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