A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público, sub-sede Cuiabá, Helena Maria Bortolo, usou a Tribuna Livre, na sessão ordinária desta quinta-feira (26), para esclarecer as reivindicações da categoria, que realiza a 8ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. De acordo com ela, os professores estão mobilizados para alterar o projeto de lei, em tramitação na Câmara Federal, que estipula em R$ 850 o piso salarial inicial da categoria para 40 horas semanais. “Esta proposta do MEC não contempla os técnicos da Educação, dentre eles merendeiras e profissionais da limpeza, nem ao menos prevê progressão de carreira por titulação ou tempo de serviço”, afirmou. Após rejeitar o projeto, a Confederação Nacional dos Trabalhadores apresentou uma contra-proposta que estipula em R$ 1.050 o piso para profissionais do Ensino Médio, e R$ 1.575 para os professores de Ensino Superior. Os valores, lembra Bortolo, são relativos a 30 horas semanais. “A proposta também prevê progressão de carreira, remuneração por hora/atividade e inclui os técnicos da Educação”, reforçou. Ontem mais de 90% das escolas de Cuiabá tiveram as atividades paralisadas em função da Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, realizada em Brasília (DF). Segundo Bortolo, 100 professores de Mato Grosso participaram do evento.