LUIZ ALVES
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Cuiabá e Municípios (Sticcc), Joaquim Dias Santana, reivindicou o piso salarial aos funcionários das empresas responsáveis pelas obras da Copa do Mundo licitadas pela Agência da Copa (Agecopa). Ele conta que os empresários propuseram um piso fixado em R$ 510, no entanto, segundo o sindicalista, o valor é menor do que o solicitado pelo sindicato, ou seja, de 17% sobre o valor. “O piso oferecido trás a idéia de exploração. Como um operário pode sustentar uma família com esse valor, trabalhando 8 h por dia.” Joaquim expressou sua preocupação perante a situação salarial da categoria, visto que, se comparado com o valor fixado pelas empresas vendedoras da Agecopa, tendem a diminuir drasticamente. O líder sindical requereu ainda, o apoio dos vereadores de Cuiabá para que sensibilizem os Deputados Federais na aprovação da Lei que regulamenta a Contribuição Assistencial aos trabalhadores da construção civil. “Falta mão de obra qualificada na capital e os baixos salários não são atrativos para quem precisa garantir a sobrevivência da família. Vejo um futuro negro aos operários que trabalharem na Agecopa.” Adrielle Piovezan