Luiz Alves
A inclusão de música nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio das escolas da rede municipal de ensino –“música na escola”, foi proposta em sessão ordinária na Câmara Municipal de Cuiabá da ultima terça-feira (19). O vereador Arnaldo penha (PMDB) autor do projeto afirma que os benefícios da lei devem ser medidos pelos aspectos físicos, afetivos sociais e cognitivos. “A lei vai fazer com que os alunos melhorem a coordenação motora, como também o desenvolvimento da memória, relação interpessoal e disciplina do aluno,” disse Penha. O projeto envolve muitos fatores entre os estudantes, sejam eles musicais, estéticos, pedagógicos, psicológicos, sociológicos, culturais, históricos, políticos e econômicos, o que faz da educação musical uma prática multidimensional. O ensino de música nas escolas brasileiras tomou impulso na década de 30, quando o compositor Heitor Villa-Lobos apresentou um projeto de educação musical para São Paulo, a qual foi implementado. Com base nessa experiência, Anísio Teixeira, então Secretário de Educação do Rio de Janeiro (que era a capital do país naquela época), criou para Villa-Lobos uma Superintendência da Educação Musical e Artística. Daí foi um passo para levar seu projeto a Getúlio Vargas. A obrigatoriedade do ensino musical no país foi decretada em 1932. Uma década depois, surge o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, voltado para a formação de professores. A obrigatoriedade da música nas escolas foi extinta durante o regime militar em 1972 por Jarbas passarinho, então ministro da Educação e Cultura. Em 18 de agosto deste ano, o presidente Lula sancionou oi projeto de lei que torna a música novamente obrigatória.” A formação do aluno fica mais completa com o ensino de música na sala de aula”, diz ex-senadora Roseana Sarney, autora do projeto. Roseli Cordeiro com Adrielle Piovezan