Moradores de áreas próximas ao Córrego Gumitá são despejados

Fablício Rodrigues
Representantes das famílias que residem em áreas próximas ao córrego Gumitá denunciaram na tribuna livre da última quinta-feira (05-02) a ação da Prefeitura Municipal de Cuiabá, através da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano que insistem na ação de despejo sem uma proposta concreta de transferência para locais seguros e garantia de moradias. A moradora Débora Aparecida da Silva disse aos vereadores que o processo de despejo não respeitou uma programação, foi executada sem cadastramento das famílias em alguns casos a notificação para sair do local atingiu pessoas que possuem escritura e título definitivo. No caso específico de Débora os fiscais assinaram a notificação mesmo sem encontrar os moradores na casa. O projeto “Vale do Gumitá, programa de recuperação das áreas degradadas do vale do Córrego Gumitá e revitalização do seu entorno, foi apresentado em 2006 pela arquiteta Adriana Bussiki, presidente do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Urbano (IPDU), aos promotores de justiça que compõem a Promotoria Especializada do Meio Ambiente. O projeto é desenvolvido com recursos oriundos do Fundo Financeiro para el Desarrollo de la Cuenca del Plata (Fonplata), com sede na Bolívia, no valor de R$ 40 milhões (US$ 19 milhões). “Na sessão ordinária o vereador Francisco Vuolo (PR) manifestou apoio aos moradores e lamentou a falta de atitude do executivo na solução do problema.” O “problema é social e deve ser tratado com critério e responsabilidade”, afirmou. O líder do prefeito, vereador Paulo Borges, interviu na defesa do executivo. “Durante muitos anos acompanhei o projeto Vale do Gumitá e posso afirmar que o programa de recuperação abrange ainda o fomento e desenvolvimento social com a construção e implantação de 500 unidades habitacionais, além da inclusão de equipamentos comunitários e serviços públicos”, afirmou.
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