O líder do PT da Câmara de Cuiabá, vereador Doutor Lúdio Cabral, assegura que a agremiação deixou de crescer no pleito de 2010 por erro de estratégia e que há necessidade e uma profunda reflexão. Ele observa que somente a votação dos 12 candidatos do Partido dos Trabalhadores a deputado estadual, já garantiria duas cadeiras na próxima legislatura (2011-15) da Assembléia Legislativa. Caso o partido lançasse os 29 candidatos a deputado estadual, colocados à disposição na Convenção Regional da legenda, em junho, para entrar na disputa, provavelmente, o PT elegeria três deputados estaduais. No entanto, como a Executiva Regional optou por fazer parte do ‘chapão’, liderado por PR e PMDB, o PT elegeu apenas um deputado estadual. Ou melhor: reelegeu o deputado Ademir Brunetto, que – dos candidatos – é o que tem menor tempo de militância e não possui atuação orgânica no Partido dos Trabalhadores. “Fiquei contente pela vitória do deputado [Ademir] Brunetto. Porém, creio que seria possível eleger três deputados estaduais, se lançássemos chapa própria à Assembléia Legislativa”, calcula Cabral. O líder petista acredita que, possivelmente por erro de avaliação, o PT não confiou no resultado de uma chapa própria. “Alguns previam que, sozinho, o partido elegeria apenas um deputado estadual e que, na coligação, conseguiria dois ou três. Isso foi um erro grave”, observou Cabral. Para Lúdio Cabral, que está no segundo mandato de vereador na Capital, o Diretório Regional tem de fazer prevalecer a vontade dos candidatos petistas e não acordos com dirigentes de outras legendas. “Fizemos uma coligação para ‘contentar’ caciques de outros partidos e quem saiu perdendo foi justamente o PT”, resumiu Doutor Lúdio. Ronaldo Pacheco