Secom Câmara/CBA
Vereador Leve Levi
O vereador, Levi Pires de Andrade, o Leve Levi (PSDB), apresentou na sessão ordinária da Câmara de Cuiabá, que aconteceu nesta terça-feira (03), a cartilha que detalha o diagnóstico geral sobre os resíduos sólidos da construção civil e volumosos. O documento contém todas as minúcias do Plano de Gestão Sustentável para os dois tipos de resíduos, e foi idealizada à época em que o vereador respondia pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá (Smades). Da tribuna Levi sustentou que o plano sustentável coloca a capital entre as mais adequadas do Brasil. “Apenas cidades do sudeste do país têm algo semelhante, de modo que Cuiabá será a pioneira da região”, ressaltou, lembrando que a cidade foi a primeira do centro-oeste a formular o projeto. Conforme o parlamentar, o volume de lixo coletado por dia na Capital gira em torno de 1,2 tonelada. Deste montante, 800 toneladas, que compreendem resíduos sólidos da construção civil e volumosos, não são tratados corretamente. “Este lixo é constituído de entulhos, restos de eletrodomésticos, entre outras sucatas, que ficam jogados pela cidade. Em longo prazo isso provoca danos irreversíveis ao meio ambiente”, alertou. Para sanar o problema, o parlamentar propõe a instalação de ecopontos. “Estes serão os pontos de despejo deste tipo de lixo. Posteriormente o material será tratado corretamente e revendido no mercado como matéria prima”, explicou. A medida também deve diminuir a exploração de matérias primas no meio ambiente. Segundo o relatório apresentado, atualmente o custo da remoção de apenas uma tonelada deste tipo de lixo é de R$ 45 a tonelada. “Caso isso fosse feito corretamente, seguindo todos os passos previstos no Plano Geral, o custo seria de apenas R$ 15 por tonelada”, enfatizou. De acordo com Levi, a implantação dos ecopontos visa atender uma normatização do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). O parlamentar também alertou a Prefeitura sobre a necessidade de abrir edital licitatório para a concessão das áreas em que serão instalados os pontos de coleta. “Isso deve ser feito pela iniciativa privada. Não seria oportuno conceder os pontos sem o devido embasamento jurídico e legal”, acrescentou.