Conselheiros se revoltam com o caos na saúde e cobram solução

Luiz Alves
Representantes dos conselhos municipais de Saúde dos bairros Novo Paraíso e Novo Mato Grosso, Carmem Félix e Edivaldo Souza Magalhães, respectivamente, vieram à Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça (8) manifestar revolta em relação ao caos em que passa a saúde pública da Capital em função da greve dos médicos do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). “Somos favoráveis à saída do Luiz Soares. Essa resistência só piora a situação”, avalia Carmem. Na opinião da conselheira, o secretário de Saúde, Luiz Soares, precisa explicar a denúncia que fez à imprensa de que alguns médicos estão recebendo dinheiro dos pacientes para acelerar procedimentos cirúrgicos. Na opinião da conselheira, o secretário de Saúde, Luiz Soares, precisa explicar a denúncia que fez à imprensa de que alguns médicos estão recebendo dinheiro dos pacientes para acelerar procedimentos cirúrgicos. “Ele deve retirar esses médicos, que, segundo ele, estão tirando por fora, e dar condições de trabalho a quem merece”, disse. Carmem avalia ainda que o impasse entre a classe médica e a secretaria deva ser resolvido imediatamente, pois a população é quem sofre com essa “briga”. Porém, acredita que as reivindicações dos médicos são pertinentes. Os médicos entraram de greve por tempo indeterminado nesta segunda (7). Inconformados com a maneira em que o secretário vem gerindo a pasta, 23 médicos do pronto socorro já entregaram pedido de demissão. Soares é acusado de cometer negligência e assédio moral contra os funcionários. Além disso, a categoria cobra reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Eles aproveitaram a ocasião para pedir aos vereadores que apóiem o requerimento do vereador Lúdio Cabral (PT) que solicita a realização de uma audiência pública com Luiz Soares para discutir a atual situação do sistema municipal de Saúde. Segundo Lúdio, a situação caótica vivenciada pela saúde requer ações e abertura de espaço urgente de debate entre o poder público, os trabalhadores e a população usuária do serviço de saúde na Capital.
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