Luiz Alves
Em respaldo ao pedido do presidente do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro de Mato Grosso, Arilson da Silva, que usou a tribuna livre da sessão desta terça (23) para expressar a sua indignação em relação à decisão do Banco do Brasil em extinguir a plataforma do Centro de Suporte Operacional - Cuiabá (CSO), a Câmara Municipal, representada pelo vereador Francisco Vuolo (PR), vai participar de uma reunião as 14h de hoje na Superintendência do Banco do Brasil para discutir a viabilidade da permanência do setor em Cuiabá. Conforme decisão do Banco, os serviços prestados hoje pelo setor devem ficar centralizados em Brasília. "Com essa eliminação, os empregados serão obrigados a se mudar para a Capital Federal e, consequentemente, trabalharão para atender a demanda nacional", reclamou o presidente do Sindicato. Segundo ele, o CSO tem trabalho prestado e, por isso, não há motivo para essa transferência. "Somente em 2008, essa plataforma realizou mais de 45 mil procedimentos (...) a unilateralidade da decisão do BB, com clara intenção de redução de custos, trará prejuízos tanto para os produtores rurais e empresários, atingindo assim toda a economia mato-grossense, quanto para os empregados que obrigatoriamente serão transferidos". Além disso, Arilson explica que os processos relacionados a Mato Grosso não serão priorizados na pauta de análise de crédito e, desse modo, seguirão para a chamada "fila de espera". Vuolo (PR), autor do requerimento que disponibilizou o espaço ao sindicato, defende uma mobilização dos representantes do setor produtivo para mostrar o quanto é importante a continuidade do funcionamento dessa plataforma. "Esses trabalhadores transferidos serão prejudicados devido ao custo de vida em Brasília ser bem mais alto que em Cuiabá. Lá o custo de vida é três vezes mais caro que aqui". Está confirmada a presença do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, Rui Carlos Ottoni Prado.