Câmara intervém na greve dos dentistas

Luiz Alves
O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, através do presidente Deucimar Silva anunciou aos cirurgiões dentistas presentes na abertura dos trabalhos legislativos que os 19 vereadores darão início a um processo de intermediação entre o executivo e a categoria para o fim da greve da categoria. Na tribuna livre, o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso (Sinodonto), Gustavo Moreira de Oliveira, disse que na legislação federal, os odontologistas estão na mesma categoria dos médicos, já que também fazem cirurgias e trabalham com anestesias e apesar da importância dos profissionais a Prefeitura não tem manifestado interesse em atender a reivindicações. A categoria reivindica a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria. Gustavo explicou aos vereadores que os motes do PCCV são os mesmos dos médicos, já que, foram os dentistas que levaram a proposta inicial ao Executivo. Moreira ressalta que o movimento não é para fins políticos.” Trata-se de um movimento de classe que trabalha para o bem da coletividade , é uma questão de saúde pública”, afirmou. Moreira disse que foram os dentistas quem levaram a proposta inicial ao Executivo municipal, mas o prefeito Wilson Santos contemplou os médicos e não fez o mesmo pela categoria. Na proposta dos odontologistas, os vencimentos de R$ 842 passariam para R$ 1,6 mil ainda em 2010 e, no ano seguinte, para R$ 1,9 mil. Além disso, exigem que os mais de 90 profissionais concursados sejam chamados. "Tem contratado que está há 8 anos trabalhando". Atualmente há mais contratados que concursados: são 145 e 135 respectivamente. O Sinodonto entrou com um mandado de segurança para que os concursados sejam chamados. Moreira afirmou que houve comprometimento em uma reunião em dezembro de 2009 por parte da Prefeitura que os odontologistas teriam o plano, porém houve mudança no discurso, ocasionando até a diminuição do salário para quem tem mais tempo de serviço e especializações. Segundo Moreira, na conta da Prefeitura, para que não houvesse a diminuição dos salários, seria aplicado um índice que não permitiria a redução. Algo que a categoria não aceitou. "São 280 profissionais, sendo que cada um atende no mínimo cinco pacientes por dia".O vereador Lúdio Cabral chamou a atenção para a situação dos profissionais e lembrou que 2010 é um ano muito importante para Cuiabá que tem grandes desafios para vencer e na ordem das necessidades necessidades chamou a atenção para o caos da saúde pública com um quadro de greves e filas nos postos de saúde e no Pronto Socorro. Todos os vereadores reconheceram a necessidade de colocar fim a greve e promover o diálogo entre as partes envolvidas no processo. Deucimar lembrou aos profissionais que o legislativo tem trabalhado muito para atender os anseios da população e por isso não. Roseli Cordeiro
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