Secom CâmaraCbá/Fablício Rodrigues
Vereador Luiz Poção requereu a audiência
A realização de plebiscito para decidir sobre a equiparação do horário de Mato Grosso ao de Brasília foi sugerida durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Cuiabá. O autor da audiência, vereador Luiz Poção disse que o documento será entregue pessoalmente aos parlamentares no Congresso Nacional, em especial os autores da propositura, Jaime Campos (DEM-MT) e Delcídio Amaral (PT-MS) realização de plebiscito para que a população possa decidir se deseja ou não a alteração. Poção alertou para o fato de que o texto que tramita no Senado sobre a mudança do fuso horário de Mato grosso e Mato Grosso do Sul não prevê a realização de audiências públicas para discussão do assunto. Na opinião do historiador José Augusto Tenuta a mudança atende somente interesses econômicos dos mais variados. “Desde alguns meios de comunicação, até a situação de aeroportos, fechamento de bancos, da Bolsa de Chicago - que controla preços de comodities e outros interesses menores”, afirmou. O medido Hélio Marcelo Sandrim, diretor do Hospital Santa Helena falou na audiência sobre os efeitos do “Jet Lag”, que são os efeitos da mudança drástica de fuso horário que é sentida pelo corpo humano, geralmente em viagens para outros países, com fuso horário diferente. “O processo de adaptação, caso ocorra acontece em uma semana, portanto não haveria transtornos, mas o ideal mesmo é a realização do plebiscito”, defende o médico. O professor Rodolfo Duarte argumento que caso seja realmente alinhado o horário de Mato grosso ao de Brasília, no próximo horário de verão estaremos com o relógio adiantado duas horas em relação ao atual. Portanto quando for 20 horas será como se fosse 18 horas e quando for 6 horas da manhã será como se fosse 4 horas. “Como professor entendo que a mudança de fuso horário é prejudicial para os alunos. Já comprovamos com números que o índice de atraso na mudança do fuso horário é de 50% e, portanto, implicará em prejuízos para o setor da educação, segurança, e até na cultura do regional”, declarou. Os senadores Jayme Campos (DEM-MT) e Delcídio Amaral (PT-MS), dizem que não há problemas para ouvir a população. A argumentação dada pelos parlamentares para a mudança são os prejuízos causados à economia local em detrimento da diferença do fechamento do mercado financeiro nacional e dos bancos. O projeto de lei número 177 já foi apresentado e está na mesa diretora do Senado Federal. Agora, ele será encaminhado a duas comissões: a de Constituição e Justiça e a de Assuntos Econômicos. Segundo Delcídio Amaral, deverá ser pedido caráter de “urgência urgentíssima” para que possa entrar na pauta de votação ainda este ano. Se aprovado no Senado, o projeto é enviado então à Câmara Federal onde também deve passar por votação. Se a Câmara indicar que deverão ser feitas mudanças ou alterações no texto, ele deve voltar ao Senado e todo processo tem que ser refeito. “Faremos o máximo para que ele seja aprovado em sua totalidade”, explica.