Vereador Toninho de Souza quer camelôs no antigo Mercado Municipal

O vereador Toninho de Souza (PDT) apontou o antigo Mercado Municipal, localizado numa das partes históricas de Cuiabá, como o ponto ideal para acomodar os cerca de 250 camelôs que estão sendo retirados do centro da capital do Estado desde terça-feira (27-09) após decisão da Vara Especializada do Meio Ambiente. Para o parlamentar, o Mercado Municipal, com uma ampla revitalização em sua estrutura física, pode ser o local ideal e permanente para que os ambulantes possam comercializar seus produtos de forma tranquila e legal sem ser incomodados tanto pela prefeitura de Cuiabá como pela Justiça.

Com a ordem de despejo assinada pelo promotor Gerson Barbosa, do Meio Ambiente, os camelôs, que sobrevivem da venda de seus produtos para sustentar suas famílias, ainda não têm um local definido para se instalarem. Toninho de Souza ressalta que com a indefinição entre prefeitura e o Ministério Público em que local acomodar os mais de 200 vendedores ambulantes que comercializam desde frutas até produtos eletrônicos no centro de Cuiabá, é preciso encontrar uma solução paliativa para que os mesmos não sofram grandes prejuízos financeiros.

"É da venda diária que esses guerreiros câmelos conseguem manter suas famílias. São desde bebê até adolescentes que dependem do dinheiro de seus pais para estudarem, para cuidar da saúde, para se sustentarem e se vestirem. Um dia parado, sem trabalho, já é muito prejudicial. É preciso encontrar uma saída temporária para amenizar os prejuízos que lá na frente podem ser grandes e irrecuperáveis", disse o parlamentar, que também entende o posicionamento da Justiça pelo fato do Ministério Público exigir da prefeitura de Cuiabá o cumprimento da lei urbanística, Código de Postura do município e até mesmo de acessibilidade aos Portadores de Necessidades Especiais (PNEs).

Para Toninho, a prefeitura têm sua parcela de culpa pela invasão dos camelôs no centro de Cuiabá. Segundo ele, o Executivo municipal foi omisso em não manter uma fiscalização permanente para impedir a tomada dos vendedores ambulantes nas principais ruas e calçadas da capital. "Em 95, a prefeitura e os próprios camelôs chegaram a entendimento pacífico com a construção do Shopping Popular, no Porto. Depois dessa acomodação, a prefeitura deixou de fiscalizar, sendo omissa, permitindo esta nova invasão, que virou um grade problema social para o município", finalizou Souza.

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