Mesmo com os riscos da automedicação, é comum encontrar pessoas com o hábito de guardar em casa remédios para resfriados, dor de cabeça, colírios e anti-inflamatórios. Mas você já se perguntou o que fazer com os medicamentos quando estão com o prazo de validade vencido ou quando o tratamento de alguma doença acaba, mas sobram comprimidos na caixinha?
O Projeto de Lei 12/2011 apresentado pelo Vereador Arnaldo Penha, liderança peemedebista na Câmara Municipal de Cuiabá, durante a sessão da última terça-feira (21-06), aponta a necessidade da criação de um posto de entrega voluntária de medicamentos vencidos, que descartados de forma incorreta pode causar sérios damos a população e ao meio ambiente.
Segundo pesquisas realizadas pela Agencia Nacional de vigilância Sanitária- Anvisa, os remédios podem causar danos ao meio ambiente como a contaminação do solo e da água. O sistema de esgoto brasileiro não está preparado para fazer o tratamento retirando as substâncias tóxicas provenientes de medicamentos atirados na pia ou no vaso sanitário.
Além da Implantação de postos de entrega voluntária de medicamentos vencidos, o projeto será pautado na elaboração de campanhas de conscientização sobre os riscos e a necessidade de descartar tais medicamentos em locais apropriados. O Poder Executivo, por meio do órgão competente, ficará responsável pelo recolhimento e destinação final dos medicamentos vencidos, coletados em cada ponto implantado para esse fim.
‘Em nossa cidade acompanhamos vários casos de pessoas e crianças que ingeriram medicamentos acidentalmente e devemos nos preocupar com a contaminação do solo, pois o risco destas substancias tóxicas caírem nas redes pluviais são grandes, retornando para as nossas residências', aponta o 1° vice-presidente da câmara.
O parlamentar, durante a sessão, pediu o apoio dos representantes e das lideranças municipais para que esta lei seja aprovada e venha vigorar o quanto antes em nossa região. ‘ Precisamos levar esta forma de descarte aos moradores de nossa cidade, não somente aos hospitais, como vem acontecendo algumas vezes de maneira precária’, pontua Arnaldo.