Os proprietários e funcionários dos estabelecimentos comerciais localizados na Avenida A ao lado de um dos muros da Penitenciária Central do Estado (PCE) estão preocupados com a possibilidade desta via ser interditada em definitivo. Em junho deste ano, a avenida foi fechada, por alegação de segurança, durante quase 90 dias.
Foi nesta rua que no dia 20 de agosto do ano passado, um grupo de criminosos armados com dinamites e fuzis explodiram parte do muro da unidade prisional e libertaram vários presos. “A explosão danificou casas e comércios e ninguém foi indenizado agora há possibilidade da Secretaria de Estado de Justiça determinar o fechamento da avenida o que vai causar sérios prejuízos”, afirmou o vereador
Orivaldo da Farmácia (PRP) que esteve esta semana reunido com os comerciantes.
Os empresários locais já se articulam para fazer um abaixo-assinado e manifestações para impedir o fechamento da rua. “Se fechar como vamos trabalhar? A empresa também vai ter que fechar as portas”, explica Alfredo José Ribeiro da Ferrari Mudanças há 20 anos localizada na Avenida A. “Como vou descarregar meus caminhões se a via vai estar interditada?”.
Para Orivaldo da Farmácia já é preciso avaliar a hipótese de remoção da penitenciária para outro local. “Há muita insegurança. Informação que temos é que o presídio tem o dobro de detentos da sua capacidade original. É uma bomba relógio prestes a explodir”, avaliou.