Para Vicente o modal trata-se da maior obra inacabada urbana do país. “Cerca de R$ 1,2 bilhão foram investidos. Dos quais sobraram R$ 200 milhões, R$ 193 milhões para ser mais exato, e com R$ 1 bilhão foram feitas obras de infraestrutura em Várzea Grande e Cuiabá”, comentou.
Ainda segundo o coordenador, em 2019 foi feito um estudo no Instituto de Engenharia de Mato Grosso (IEMT), com a participação de engenheiros do estado e de São Paulo. Na ocasião, de acordo com Vicente foi constatado que, “a evolução no mundo em mobilidade urbana é o transporte sobre trilhos, VLT, metrô de superfície e metrô subterrâneo. É um transporte ecologicamente correto e, portanto, com essa questão ambiental preocupante nós temos que evoluir para esse modal e não insistir no monopólio dos ônibus poluentes”, explicou.
Vicente ainda apontou que para investir em saúde é preciso construir hospitais, mas também se faz necessário evitar que as pessoas fiquem doentes. “Essa fumaça preta dos ônibus poluentes mata mais que a pandemia. Ela causa asma, bronquite e câncer de pulmão. Essas três doenças mataram 10 milhões de pessoas no mundo em um ano, a pandemia matou pouco mais de três milhões de pessoas”, frisou.
Não gastar mais dinheiro é a solução do VLT de acordo com Vicente. “O dinheiro parado na conta, R$ 193 milhões é suficiente numa parceria público privada para terminar a primeira etapa: Aeroporto, Porto, Centro e o restante seria iniciativa privada”, explicou.