O parlamentar articulou a criação de uma comissão de vereadores para uma reunião com Mendes e dirigentes da unidade. “Alguém está escondendo está situação do prefeito, tenho certeza. Por que isso é fruto de um acordo entre a prefeitura e a Santa Casa e ele mantém aquilo com o que se compromete. Acompanho esse caso desde o começo, quando a unidade entrou no programa e vou até o fim para garantir a continuidade do atendimento e a assegurar que a população está devidamente assistida”.
De acordo com o presidente da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Antônio D’ Oliveira Gonçalves Preza, a instituição foi procurada em 2013, pelo então secretário de Saúde da Capital, Kamil Fares, para integrar o projeto Leitos de Retaguarda, do Ministério da Saúde. A ideia, explicou Kamil, era a criação de novos leitos, que serviriam para acomodar pacientes que dessem entrada no Pronto-Socorro Municipal e já estivessem com os agravos resolvidos, mas precisando de atendimento.
“Foi colocado por ele que teríamos 60 leitos, mas que teriam que ser novos, ainda não conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), que regularia o pagamento. Entregamos 30 leitos em dezembro daquele ano e o restante seria entregue até março de 2014”. Após a entrega da primeira etapa da obra, Kamil deixou a Secretaria Municipal de Saúde e, conforme Preza, os pacientes deixaram de ser encaminhados, gerando a suspensão nos repasses.
O diretor, então, procurou Mendes e destacou que a unidade não tinha condições de manter os novos leitos e que se veria obrigada a fechar as portas, caso o município não honrasse o compromisso firmado. “Com a interferência dele foi feito um novo convênio, que seria pago com recursos do município até que a situação fosse resolvida junto ao Ministério, que depois assumiria o custeio”.
Preza pontua que os repasses neste período foram feitos sempre com certo atraso. O último repasse feito, referente ao mês de outubro de 2014, só foi realizado em fevereiro deste ano. Nos últimos dias, a unidade foi notificada da suspensão do acordo. “Ou seja, trabalhamos 12 meses e só recebemos 6. O que gastamos com o investimento nestes leitos ainda não foi devolvido. Precisamos de uma solução”.
A expectativa é que nos próximos dias, a comissão, capitaneada por Leonardo, se reúna com o prefeito e a direção da unidade para solucionar o impasse. “Tenho certeza que a prefeitura se sensibilizará com a situação e tratará a Saúde como prioridade, retomando o convênio e garantindo o melhor para a nossa população”.
Assessoria de Imprensa - Gláucio Nogueira
Contato: (65) 9661-2862