Ao se pronunciar na manhã de hoje (28-05) na Tribuna Livre da Câmara, o presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Jader Moraes, afirmou que a entidade quer contar com total apoio do Parlamento para implementar projetos que efetivamente apoiem seu trabalho social. Ele compareceu ao Legislativo em atendimento a convite do vereador Domingos Sávio, autor do requerimento que oficializou detalhada exposição acerca das demandas enfrentadas pelo Conselho.
"Fizemos diagnóstico no ano passado, a fim de checar a situação da criança e do adolescente no município cuiabano. As estatísticas e dados levantados são estarrecedoras. Foram 12 meses de pesquisa, no sentido de levantar qual é a maior vulnerabilidade desse problema, as causas que eclodem situações de abuso sexual, violência e exploração. Constatou-se que isso sucede por dois motivos básicos: falta de oportunidades, de ocupação. A educação vem em segundo lugar. Existem bairros que não têm escola, a exemplo dos novos residenciais. Então, as crianças ficam vulneráveis".
Moraes citou que também a área central de Cuiabá tem registrado casos graves de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes. "No distrito da Guia, onde foi realizada uma sessão itinerante, ocorrências do tipo são rotineiras. Mas também a capital tem vivenciado isso no dia a dia, índices altíssimos, conforme pesquisa feita no Dom Aquino, um dos pontos recordistas de exploração sexual de menores".
Todo o material apurado pela pesquisa feita pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente foi protocolado no gabinete do prefeito Mauro Mendes e nas instituições públicas e privadas que trabalham essa questão no município e Estado afora, informou Jader Moraes. "Além do lado sexual, inclui-se a exploração via drogas. Então, com os dados em mãos, pode-se atacar tais problemas frontalmente, elaborando-se material educativo, instrutivo, para que mais vítimas não sejam contabilizadas em futuro próximo".
Ele emitiu alerta de que a proximidade do certame mundial de 2014 possa também se constituir num portal agravante do problema atual. "E depois da Copa, como ficará a situação? Porque, se não for empreendido um trabalho sério, persistente, educador, poderemos ter um quadro redobrado, ou triplicado, com várias crianças grávidas. E com um maior número de dependentes químicos em idade precoce. Trata-se de um problema do município de Cuiabá, de todos nós. Devemos portanto unificar forças para resolvê-lo".
João Carlos Queiroz Secom/Câmara
"Fizemos diagnóstico no ano passado, a fim de checar a situação da criança e do adolescente no município cuiabano. As estatísticas e dados levantados são estarrecedoras. Foram 12 meses de pesquisa, no sentido de levantar qual é a maior vulnerabilidade desse problema, as causas que eclodem situações de abuso sexual, violência e exploração. Constatou-se que isso sucede por dois motivos básicos: falta de oportunidades, de ocupação. A educação vem em segundo lugar. Existem bairros que não têm escola, a exemplo dos novos residenciais. Então, as crianças ficam vulneráveis".
Moraes citou que também a área central de Cuiabá tem registrado casos graves de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes. "No distrito da Guia, onde foi realizada uma sessão itinerante, ocorrências do tipo são rotineiras. Mas também a capital tem vivenciado isso no dia a dia, índices altíssimos, conforme pesquisa feita no Dom Aquino, um dos pontos recordistas de exploração sexual de menores".
Todo o material apurado pela pesquisa feita pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente foi protocolado no gabinete do prefeito Mauro Mendes e nas instituições públicas e privadas que trabalham essa questão no município e Estado afora, informou Jader Moraes. "Além do lado sexual, inclui-se a exploração via drogas. Então, com os dados em mãos, pode-se atacar tais problemas frontalmente, elaborando-se material educativo, instrutivo, para que mais vítimas não sejam contabilizadas em futuro próximo".
Ele emitiu alerta de que a proximidade do certame mundial de 2014 possa também se constituir num portal agravante do problema atual. "E depois da Copa, como ficará a situação? Porque, se não for empreendido um trabalho sério, persistente, educador, poderemos ter um quadro redobrado, ou triplicado, com várias crianças grávidas. E com um maior número de dependentes químicos em idade precoce. Trata-se de um problema do município de Cuiabá, de todos nós. Devemos portanto unificar forças para resolvê-lo".
João Carlos Queiroz Secom/Câmara