“O Rio que já foi a principal via de importação e escoamento de mercadorias, que é a maior referência da cultura, gastronomia, história, festas, danças está esquecido”, afirmou o engenheiro químico e ambientalista, Ivo Scaff. O ambientalista que se orgulha do sobrenome “Cuiabano” manifestou preocupação com o distanciamento da população do maior patrimônio natural da cidade. O uso do espaço da tribuna livre atende ao convite do vereador Lilo Pinheiro (PRP), que manifesta preocupação com a situação do Rio.
Scaff ressaltou que a história mostra claramente que o Rio Cuiabá perdeu a sua relevância como principal via de escoamento de produção. Em 1859 Augusto Leverger instituiu a Carta e Roteiro de Navegação do Rio Cuiabá desde o Salto até o Rio São Lourenço e deste último até as confluências com o Rio Paraguai.
O primeiro Decreto de Proibição da Pesca data de 15 de Novembro de 1888. O artigo 1º do Decreto proibia pelo espaço de três anos a pesca do peixe em toda extensão o rio Cuiabá e seus afluentes por meio de rede de arrasto, bem como obstrução por qualquer meio da passagem do peixe em diversas partes do rio.
Destacou a necessidade de reavivar a história do rio que está totalmente ligada à vida do povo até a década de 1960, a comunicação era por portos. As embarcações faziam a navegação do baixo (rio) Paraguai que era mantida pelos navios “Uruguai, Paraguai e Argentina. Homenageado com o título Amigo da Marinha , Ivo que já foi prefeito de Cáceres tem uma ligação profunda com o rio . Até os cinco anos fui criado dentro da embarcação, pois o pai Hid Alfredo Scaff era responsável pelo transporte fluvial.
Com assessoria
Roseli Cordeiro