Fusão das pastas da cultura e do turismo é tema de discussão na tribuna

Representantes da cultura cuiabana manifestaram na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Cuiabá indignação com a proposta do prefeito Mauro Mendes de fusão das pastas da Cultura e do Turísmo. “Queremos para a cultura a mesma visão empreendedora aplicada as demais áreas da prefeitura”, expressou a representante do setor, Danielle Bertolini. A convocação da tribuna livre partiu do vereador Allan Kardek Benitez (PT).

Bertolini explicou aos vereadores que o cenário cultural em Cuiabá e Mato Grosso atualmente não é dos melhores - os equipamentos culturais cuiabanos estão sucateados – o Centro Cultural Silva Freire é o retrato do abandono. O Museu do Rio não deveria se chamar Museu. A Praça Cultural do CPA se tornou ponto de consumo de drogas. O setor pleiteia no mínimo 1% do Orçamento Municipal para a Cultura, e que este recurso chegue na ponta, dos bairros periféricos ao centro histórico, onde está o beco do candeeiro, uma das primeiras ruas de Cuiabá, e que hoje é ponto de consumo de crack.

Hoje a Secretaria Municipal de Cultura conta com 59 funcionários, e as informações passadas a em uma reunião com a equipe de transição da prefeitura é de que menos que 10 pessoas efetivamente trabalham todos os dias. Realmente, dessa forma não há pasta nenhuma que funcione. Mas a solução não é a fusão, e sim o fortalecimento da pasta através de uma gestão\ eficiente, transparente e participativa, focada em uma busca contínua por resultados e retorno para a população cuiabana.

Bertoline afirma que o Conselho Municipal de Cultura, que deveria se reunir para refletir sobre a criação de políticas públicas amplas e democráticas, mas apenas debate como repartir um orçamento pífio e irrisório – que corresponde a apenas 0,3% do orçamento municipal, e no nível estadual a situação é um pouco pior – apenas 0,2% do orçamento.

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