Populares, vereadores e representantes do poder público discutiram violência do bairro Dom Aquino e região em uma audiência pública requerida pelo vereador Renivaldo Nascimento (PDT).
O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (5), na Câmara de Cuiabá.
Na ocasião, o parlamentar pedetista que presidiu o evento , convidou os representantes do poder público e da sociedade civil, líderes comunitários e cidadãos para debaterem o assunto na tribuna.
O coronel do Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Jadir Metelho da Costa, apresentou no retro projetor informações da violência ocorrida na Dom Aquino e às ações realizadas pela Segurança Pública, falou dos projetos sociais para crianças, jovens e idosos desenvolvidos pela instituição no local. Além disso, mostrou um levantamento da violência feita pela pasta do governo estadual até o fechamento do mês de maio, exemplificando alguns casos de homicídios ocorridos na comunidade, que tiveram grande repercussão pela imprensa. Ele apontou os principais registros da violência no Dom Aquino, 9 apreensões de entorpecentes, 5 registros de tráfico de drogas, 8 apreensões de arma de fogo e cinco mandato de prisões.
“O verdadeiro combate à criminalidade esta distante da ideia de entupir as ruas com policiais. Urbanização desordenada , desigualdade de renda , falta de controle social e política para a juventude alimentam a violência. A segurança tem que ser pensada sob a ponto de vista metropolitano. Cidades e bairros vizinhos tem que se ajudar”, disse Jadir Costa, coronel do comando geral da PM-MT, que durante sua apresentação citou que responsabilidade da segurança pública é constitucional .
Na discussão, moradores e vítimas da violência se manifestaram.
“Meu marido foi assassinado. O bandido que o matou anda solto por aí. A polícia não fez nada para prendê-lo. Não acredito na Justiça. Hoje, não moro mais no bairro porque recebo ameaças”, desabafou uma moradora da região.
“Enquanto não for resolvido o social, a população continuará desorganizada nesse problema. Vamos lutar pela vida e não pela morte”, comentou o Padre Orivaldo Egídio da Silva, da Igreja Católica São José Operário.
Em defesa às vitimas da criminalidade do local, representantes de sociedade civis organizadas se prontificaram na prestação de serviço.
“Precisamos desenvolver políticas públicas que venham combater a criminalidade, para que a gente possa receber resultados positivos. Estamos à disposição em receber a comunidade nos grupos de trabalhos. A OAB tem comissões específicas que cuidam de casos que protegem o direito humano”, salientou a advogada Cláudia Aquino de Oliveira, vice-presidente da OAB-MT.
O vereador Wilson Kero Kero (PRB), lembrou da morte do seu irmão, vítima de um homicídio ocorrido no local. “Meu irmão foi assassinado em frente a porta da Igreja Católica. Tinha tudo para crescer na comunidade, mas infelizmente foi vitima de um ato cruel... Falar de violência é uma reflexão para que possamos cobrar ás políticas públicas do poder público do Estado, que tem o dever garantir a segurança á população.
Para Renivaldo, o debate sobre a violência tornou-se estudo de caso e terá sequência para ouvir outros moradores de bairros de Cuiabá. “A audiência foi muito proveitosa e tornou-se um estudo de caso. Já pensamos em dar continuidade em outra ocasião futuramente. A violência não só afeta os moradores do Dom Aquino e região, mas toda população cuiabana. É um problema genérico que precisa interagir o poder público e a sociedade nesse discussão. Hoje foi uma marco divisor e esse debate será estendido para toda Capital. Parabenizo a todos que participaram!”, concluiu o parlamentar do PDT.
Da Assessoria
O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (5), na Câmara de Cuiabá.
Na ocasião, o parlamentar pedetista que presidiu o evento , convidou os representantes do poder público e da sociedade civil, líderes comunitários e cidadãos para debaterem o assunto na tribuna.
O coronel do Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Jadir Metelho da Costa, apresentou no retro projetor informações da violência ocorrida na Dom Aquino e às ações realizadas pela Segurança Pública, falou dos projetos sociais para crianças, jovens e idosos desenvolvidos pela instituição no local. Além disso, mostrou um levantamento da violência feita pela pasta do governo estadual até o fechamento do mês de maio, exemplificando alguns casos de homicídios ocorridos na comunidade, que tiveram grande repercussão pela imprensa. Ele apontou os principais registros da violência no Dom Aquino, 9 apreensões de entorpecentes, 5 registros de tráfico de drogas, 8 apreensões de arma de fogo e cinco mandato de prisões.
“O verdadeiro combate à criminalidade esta distante da ideia de entupir as ruas com policiais. Urbanização desordenada , desigualdade de renda , falta de controle social e política para a juventude alimentam a violência. A segurança tem que ser pensada sob a ponto de vista metropolitano. Cidades e bairros vizinhos tem que se ajudar”, disse Jadir Costa, coronel do comando geral da PM-MT, que durante sua apresentação citou que responsabilidade da segurança pública é constitucional .
Na discussão, moradores e vítimas da violência se manifestaram.
“Meu marido foi assassinado. O bandido que o matou anda solto por aí. A polícia não fez nada para prendê-lo. Não acredito na Justiça. Hoje, não moro mais no bairro porque recebo ameaças”, desabafou uma moradora da região.
“Enquanto não for resolvido o social, a população continuará desorganizada nesse problema. Vamos lutar pela vida e não pela morte”, comentou o Padre Orivaldo Egídio da Silva, da Igreja Católica São José Operário.
Em defesa às vitimas da criminalidade do local, representantes de sociedade civis organizadas se prontificaram na prestação de serviço.
“Precisamos desenvolver políticas públicas que venham combater a criminalidade, para que a gente possa receber resultados positivos. Estamos à disposição em receber a comunidade nos grupos de trabalhos. A OAB tem comissões específicas que cuidam de casos que protegem o direito humano”, salientou a advogada Cláudia Aquino de Oliveira, vice-presidente da OAB-MT.
O vereador Wilson Kero Kero (PRB), lembrou da morte do seu irmão, vítima de um homicídio ocorrido no local. “Meu irmão foi assassinado em frente a porta da Igreja Católica. Tinha tudo para crescer na comunidade, mas infelizmente foi vitima de um ato cruel... Falar de violência é uma reflexão para que possamos cobrar ás políticas públicas do poder público do Estado, que tem o dever garantir a segurança á população.
Para Renivaldo, o debate sobre a violência tornou-se estudo de caso e terá sequência para ouvir outros moradores de bairros de Cuiabá. “A audiência foi muito proveitosa e tornou-se um estudo de caso. Já pensamos em dar continuidade em outra ocasião futuramente. A violência não só afeta os moradores do Dom Aquino e região, mas toda população cuiabana. É um problema genérico que precisa interagir o poder público e a sociedade nesse discussão. Hoje foi uma marco divisor e esse debate será estendido para toda Capital. Parabenizo a todos que participaram!”, concluiu o parlamentar do PDT.
Da Assessoria