Audiência Pública na Câmara debate “Empoderamento da Mulher Negra na Sociedade”

Brunna Maria - CMC
O plenário do Legislativo da capital sediou hoje (3) uma Audiência pública para comemorar e debater o “Empoderamento da Mulher Negra na Sociedade”, proposição do vereador delegado Marcos Veloso. O parlamentar sublinhou a necessidade de que haja reconhecimento dos direitos da mulher como um todo, “não apenas as negras, vítimas potencial de discriminação geral, feminicídio, infelizmente”, assinalou.

Presentes à audiência, representantes de entidades femininas que defendem a mulher negra sublinharam a necessidade de que as mulheres conquistem, em definitivo, seu espaço social, dissipando-se toda forma de discriminação vigente no País, “algumas disfarçadas e outras claramente visíveis”, pontuaram. Também marcaram presença neste evento membros de áreas artísticas e culturais da capital, entre homens e mulheres, setores que lutam igualmente para extirpar diferenças sociais vivenciadas no dia a dia pelas mulheres negras.

A mulher, recado geral das palestrantes, deve ter consciência de que não é inferior em hipótese nenhuma no cenário masculino e social, pois têm sido condutoras de processos destacados em setores distintos da sociedade, apesar de ainda inferiores numericamente. Exemplo disso, conforme citaram as palestrantes, a pode ser visto no elenco baixo de mulheres detentoras de mandatos eleitorais na Assembleia Legislativa e Câmaras Municipais.

A advogada Alianna Cardoso, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso, deu início à sua fala cantando uma das músicas mais conhecidas do povo brasileiro, composição de cunho claramente discriminatório, afirmou:

“Tão comum ouvirmos por aí aquela música “Negra do cabelo duro/, que não gosta de pentear”, cujas estrofes contêm clara mensagens de racismo e machismo. Então, nada de cultuar coisas do tipo. Como vamos parar de produzir machismo se a gente não começar a se envolver? Não sou negra, mas não preciso ser negra para falar do empoderamento da mulher na sociedade. Infelizmente, o perfil escravista no Brasil persiste em qualquer lugar, nunca deixou de existir. Observa-se, por exemplo, que num evento qualquer, que grande parte dos garçons é da raça negra. Ainda não alcançamos uma igualdade social maioria da população é negra, porém detém baixa renda. Precisamos quebrar paradigmas: empoderamento, a meu ver, é compreender que a luta do sistema social político é de todo mundo”.

No seu pronunciamento, a presidente da Diversidade do PDT, advogada Naiene Vidal de Figueiredo, disse que veio à audiência para falar de todas as mulheres, sejam brancas, negras, pardas, índias. “A mulher nasceu para dar à luz, gerar a vida. Buscamos foco para sermos mais valorizadas. Sempre fomos discriminadas,
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