Luiz Alves
Independente do grau de dificuldade para solucionar determinado problema da Cidade, os vereadores desejam que a Prefeitura de Cuiabá, principalmente a Secretaria Municipal de Infra Estrutura (Sminfe), responda exclusivamente com a verdade aos pleitos apresentados. A decisão foi tomada na sessão matutina desta quinta-feira pelos vereadores Everton Pop (PP), Toninho de Souza (PDT), Totó César (PRTB) e Domingos Sávio (PMDB), diante da ausência de respostas do secretário municipal de Infra Estrutura, Eculides Santos, às indicações apresentadas pelos parlamentares. “O secretário Euclides deveria demonstrar um mínimo de respeito por esta Casa e, ao menos, responder às reivindicações dos vereadores com um ofício. O mesmo procedimento deveria ter sido adotado pelos demais secretários”, reclama Everton Pop. “Ele tem de esquecer de pedir votos e trabalhar pela cidade”, emenda o parlamentar progressista. Eveton Pop recorda que havia firmado uma trégua de quatro meses, com Euclides. Porém, o armistício se exauriu há quase dois meses e, mesmo assim, se mantinha calado esperando uma resposta do titular da Sminfe. “Em vão”, constatou. “Realmente é lamentável que o secretário Euclides continue agindo dessa maneira. O vereador é o primeiro passo na vida pública, mas seu poder é limitado, reclama o vereador Toninho de Souza, líder do PDT na Câmara, ao lembrar que, desde sua posse, em 2009, tenta conseguir restauração da rua Major Benedito Filho, no bairro Coophamil, onde mora. “Fiz a mesma cobrança seis vezes à Prefeitura, sendo três diretamente ao secretário Euclides. Recebi como resposta apenas promessas feitas; e nada se concretiza”, reclama Tonniho de Souza. O vereador Totó César considera imprescindível que a Mesa Diretora da Câmara convoque Euclides Santos para dar explicações sobre sua atuação na Sminfe. Já Domingos Sávio acredita que chegou o momento de Poder Executivo da Capital tratar a questão das indicações dos parlamentares com o máximo de seriedade. “Não se trata apenas de ‘pedidos ao léu’, porque, quando cobramos, é porque conhecemos a dura realidade de nossos bairros”, observa Sávio. Ronalo Pacheco