Secom Câmara/CBA
Vereadores discutem vetos do Executivo
Grande parte das discussões dos vereadores, durante o grande expediente da sessão ordinária desta quinta-feira (29), foi em torno dos vetos do prefeito Wilson Santos (PSDB) aos projetos de leis do Legislativo. Alguns parlamentares, descontentes com a suposta falta de autonomia do Legislativo em relação ao Executivo, criticaram a postura do prefeito, quanto aos inúmeros vetos. Os vereadores Marcus Fabrício (PP), Domingos Sávio (PMDB) e Clovito (PTB) demonstraram descontentamento e elencaram as situações que, segundo eles, não poderia prevalecer na instituição, uma vez que seus projetos tratariam de interesses da população. Portanto, os vetos do prefeito não só estaria prejudicando o trabalho dos vereadores, quanto às “necessidades” da comunidade em geral. Marcus Fabrício criticou duramente o Executivo, em especial pelo seu projeto que chegou, inclusive, à realização de audiência pública para definir novas regras e normas em torno da cobrança de estacionamentos em shoppings, proximidades de hospitais e outras instituições. O vereador relatou que todo o processo para as devidas alterações já vinham sendo encaminhadas e tudo parecia estar nos conformes, se não fosse o veto do prefeito. Fabrício ainda sugeriu que o projeto seja refeito, pois o assunto, que segundo ele é de extrema importância, não pode cair no esquecimento. Os vereadores Luiz Marinho (DEM) e Júlio Pinheiro (PTB) foram solidários quanto ao assunto e frisaram a séria questão que se instalou em Cuiabá, quanto à comercialização em torno dos estacionamentos. O vereador Clovito demonstrou indignação quanto à questão. “Se é para elaborar projetos para o prefeito vetar, então vamos inverter os processos. Primeiro os enviamos ao Executivo e depois do parecer do prefeito, votamos, pelo menos assim facilita o processo”, completou. Durante a comunicação de liderança o vereador Mário Lúcio (PMDB) enfocou a carta de convenção, cuja aprovação foi acompanhada por ele, nesta quarta-feira (27), no Congresso Nacional em Brasília. A carta, da Organização das Nações Unidas (ONU), enfoca uns dos principais artigos que contemplam direitos humanos universais, entre eles, do deficiente físico. “A consolidação desta carta é de suma importância para o deficiente, que deverá ser ‘realmente’ tratado como uma pessoa. A partir desse advento, nossos gestores devem ter disciplina e mais atenção quanto à acessibilidade, não somente no sentido de melhorar as edificações, mas em relação à educação, à saúde, cultura e outras questões”, finaliza.