A precarização dos serviços terceirizados no setor de telecomunicações foi assunto da Tribuna Livre da Câmara Municipal de Cuiabá. Como representante do Sindicato dos Trabalhadores Telefônicos de Mato grosso, José Vicente Marques disse que a terceirização tornou-se a vilã dos trabalhadores. “Em Mato Grosso os trabalhadores da Loja da Vivo são terceirizados, e por isso são discriminados em relação aos empregados diretos”, denunciou. Ele disse que a média salarial é de R$ 2.526,76, mas os terceirizados recebem apenas R$ 633,46. O vale alimentação é de R$ 14,15 já os terceirizados recebem R$ 6,OO.No caso do Tiquet Refeição os empregados da Vivo recebem R$ 117,OO e os terceirizados apenas 44,50.O auxílio creche é de r$ 299,00 e 91,10 para os terceirizado.No caso de participação dos resultados os empregados recebem 1,8 salários e R$ 0,00 para terceirizados. Segundo o procurador do trabalho do Rio de janeiro, Rodrigo L. Carelli a O.I. T (Organização Internacional do Trabalho), em sua Constituição, instituída pela Declaração de Filadélfia de 1949, já observava como primeiro princípio da proteção ao trabalho moderno, “que o trabalho não é uma mercadoria”. “Esse princípio foi reafirmado recentemente pelo programa - Trabalho Decente” que busca a dignidade do trabalhador em todos os países do mundo. José Vicente Marques disse na tribuna que o desemprego deve ser combatido com o incentivo à produção e ao empresariado nacional, e também com o crescimento do poder econômico do trabalhador, criando condições de trabalho estável e digno. Aos vereadores pediu apoio para a causa dos trabalhadores que atuam em Cuiabá e em outros municípios. Disse que a terceirização, que deveria ser buscada para melhorar os serviços, como originalmente foi idealizada, passou a ser utilizada como forma de barateamento da mão-de-obra, precarizando o trabalho, bem como o próprio produto, fato comprovado pelas PROCONS.