Fablicio Rodrigues
O vereador Antônio Fernandes (PSDB) questionou na sessão desta quinta (20) a contradição dos discursos do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), e do governador Blairo Maggi (PR) sobre quem se responsabilizará pelo andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que estão paralisadas por suspeitas de fraudes nos processos licitatórios. "O prefeito disse que procurou o governador Blairo Maggi , mas o governador disse à imprensa que não foi procurado. Se o prefeito disse aqui na Câmara que protocolou um pedido de audiência e não protocolou está faltando com a verdade", avaliou. Caso aceite assumir o controle das obras, o governo do Estado deverá assumir três dos sete lotes de projetos do PAC, que estão orçados em R$ 124 milhões. Ocorre que esses são os únicos que vão receber a contrapartida do Estado, que, nesse caso, é de R$ 18,6 milhões. O emperramento dos projetos tem preocupado os vereadores pelo fato de Cuiabá estar correndo o risco de perder os recursos do programa do governo federal por não ter conseguido aplicá-los no prazo máximo dado pela União, que é setembro de 2010. Já o vereador Domingos Sávio (PMDB) foi à tribuna para criticar a atitude dos empresários envolvidos no esquema fraudulento depois de serem soltos já pedirem a retomada das obras. "Fiquei impressionado com a petulância desses empresários que mal saíram da prisão e já retomada das obras. O minímo que eles deveriam fazer era dar explicações sobre as irregularidades apontadas pela Polícia Federal", rechaçou. Saúde Após perder um colega vítima do descaso do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) nesta quarta (19), o vereador Totó Cesar (PRTB) resolveu pedir ao secretário de Saúde do município, Luiz Soares, que venha até a Câmara para explicar sobre o funcionamento da unidade de urgência e emergência durante o período em que o prédio passará por uma reforma. "Perdemos um colega ontem lá no meu bairro porque ele procurou o Pronto Socorro e não foi atendido. A máquina de raio-x estava quebrada". Por isso o vereador vê a necessidade da secretaria tomar alguma medida, já que, segundo ele, as policlínicas não têm condições de atender a demanda do pronto socorro.